CONTEÚDOS PPB2

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CONTEÚDOS PPB2

Mensagem por Administrador em Seg Fev 22 2016, 14:52


CONTEÚDOS EXTRAÍDOS DO PORTAL 

01 - AULA ZERO - PLANO DE ENSINO / CRONOGRAMA:
PLANO DE ENSINO - CRONOGRAMA
> VIDA AFETIVA
> Definição, conceitos de emoção.
> Teorias psicológicas: enfoque epistemológico.
> Emoções humanas básicas seus componentes e indicadores cerebrais, fisiológicos, psíquicos e comportamentais.
> Fatores emocionais que interferem nos processos motivacionais e suas implicações no comportamento ajustado
> Teorias gerais da emoção
> Emoção e sua relação com a motivação e as funções cognitivas superiores

> INTELIGÊNCIA
> Definições
> Modelos
> Estruturas
> Teorias
> Modelos integrativos
> Paradigmas e processamento de informações


> MOTIVAÇÃO
> Conceito e definição 
> Principais teorias
> História, alimentação, sexualidade
> Hierarquia das necessidades, compreensão e realização
> Mitos, crenças e mal entendidos


AVALIAÇÕES - VALOR: 0 a 10

Corrigidas e devolvidas
Avaliações a lápis - sem direito a revisão
Revisão - 48 horas após a nota ser postada no portal

Avaliações Bimestrais

- Deverá ter no mínimo 10 questões

- 60% Objetiva (modelo ENADE)
- 40% Dissertativa.


Fórmula de cálculo da Nota do Bimestre:

Nota do Bimestre = 
( Avaliação Oficial x 0,7) + (Avaliação Parcial x 0,3)

Primeiro bimestre - 40%

Segundo bimestre - 60%

1º Avaliação Oficial: 
Matéria do 1º bimestre

2º Avaliação Oficial: 
Matéria do semestre ( o professor pode escolher quais conteúdos aplicar)

2º chamada: Toda a matéria

Exame: Toda a matéria


AVALIAÇÃO PARCIAIS

Ø Leitura de textos - Trabalhos escritos
Ø Trabalhos em grupos - sala de aula
Ø Avaliação Modelo ENADE - 

Ø DATA AVALIAÇÕES PARCIAIS 

PARCIAL I - 08 DE MARÇO
PARCIAL II - 03 DE MAIO


Ø DATA AVALIAÇÕES OFICIAIS

OFICIAL I - 05 DE ABRIL
OFICIAL II - 07 DE JUNHO

SEGUNDA CHAMADA - FORMATO ENADE/LIVRE
21 DE JUNHO

EXAME
28 de juNho


REFERÊNCIA BIBLIGRÁFICA BÁSICA


ATKINSON, R.; ATKINSON, R. C.; SMITH, E. E.; BEM, D. J. Introdução à psicologia de Hilgard. Porto Alegre: Artmed, 2002. 

BIAGGIO, Angela M. Brasil. Psicologia do desenvolvimento. Petrópolis: Vozes, 2011. 
BOCK, A. M. B. Psicologias: Introdução ao estudo da psicologia. São Paulo: Vozes, 2009. 
DAVIDOFF, L. Linda. Introdução a Psicologia. 3º Ed. São Paulo: Makron Books, 2001. 

GERRID, Richard, J. e ZIMBARDO, Philip G. A psicologia e a vida. Porto Alegre: Artmed, 2005.

LAPLANCHE, Jean. Vocabulário da psicanálise. São Paulo: Martins Fontes, 2001.

LA TAILE, Yves de. Piaget. Vygotsky, Wallon: teorias psicogenéticas em discussão. São Paulo: Summus, 1992.
PENNA, Antônio Gomes. Introdução a Motivação e Emoção. São Paulo: Imago, 2001. 
MYERS, David, G. Psicologia. Rio de Janeiro: LTC, 2006.
REEVE, Johnmarshall. Motivação e emoção. Rio de Janeiro: LTC, 2006.

WEITEN, Wayne. Introdução a Psicologia. Temas e variações. São Paulo: Cengage Learning, 2008

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

ABREU, C. N. et al. A abordagem cognitivo-construtivista de psicoterapia no tratamento da anorexia nervosa e bulimia nervosa. Rev. bras.ter. cogn., Rio de Janeiro, v. 1, n. 1, jun. 2005

BERGAMINI, Cecília W. Motivação: Mitos, crenças e mal-entendidos. Rev. adm.empres. , São Paulo, v 30, n. 2, Junho de 1990. 

CAVALERI, A.M.A.; SOARES, A.B. O que é a inteligência> Uma perspectiva histórico evolutiva. Rev. Cient. Cent. Univ. Barra Mansa - UBM, Barra Mansa, v.9, n. 17, p. 4, jul. 2007.

GONZAGA, A.R., MONTEIRO, J.K. Inteligência Emocional no Brasil: Um panorama da pesquisa científica. Psicologia: Teoria e Pesquisa. Vol. 27 n. 2, pp. 225-232, abr-jun,2011

MIGUEL, F. K. Psicologia das emoções: uma proposta integrativa para compreender a expressão emocional. Psico-USF, Bragança Paulista, v. 20, n. 1, p. 153-162, jan./abr. 2015.

MIRANDA, M. J. A inteligência humana: contornos da pesquisa. Paidéia, Ribeirão Preto , v. 12, n. 23, p. 19-29, 2002 
NERUBERN, M. S. As emoções como caminho para uma epistemologia complexa da psicologia. Psicologia. Teoria e Pesquisa. Vol. 16 n. 2, pp. 153-164, Maio-Ago 2000,

PINTO, F. E. M. A dimensão afetiva do sujeito psicológico: algumas definições e principais características. Revista de Educação, 10, (10). 2007.

PINTO, F.E.M. O "mundo do coração": os (novos) rumos de estudo da afetividade na psicologia. Revista ciências humanas, v.10, n. 2, p. 111-114, 2004.

PRIMI, R. Inteligência: avanços nos modelos teóricos e nos instrumentos de medida. Avaliação psicológica. Laboratório de Avaliação Psicológica e Educacional (LabAPE) Universidade São Francisco, Itatiba, SP. 1, pp. 67-77, 2003

TODOROV, J.C; MOREIRA, M.B. O conceito de motivação na psicologia. Revista Brasileira de Terapia Comportamental e Cognitiva. Vol. VII, nº 1, 119-132, 2005

WOYCIEKOSKI, C.; HUTZ, C. Inteligência emocional: teoria, pesquisa, medida, aplicações e controvérsias. Psicologia : reflexão e crítica. Porto Alegre. Vol. 22, n. 1, p. 1-11, 2009.


OUTRAS FONTES DE PESQUISA

> Artigos científicos das bases de dados: 
• SCIELO, LILACS, MEDLINE e outros, relacionados com a disciplina.


> Periódicos
• - ABP - Revista Brasileira de Psicologia
• - Estudos de Psicologia (PUCCAMP)
• - Psicologia Revista
• - Psicologia: ciência e profissão
• - Psicologia: reflexão e crítica
• - Psicologia: teoria e pesquisa
• - Psychê - Revista de Psicanálise
• - Revista Brasileira de Psiquiatria
• - Revista Latino-americana de Psicopatologia Fundamental

TRABALHOS - TEXTOS

ü Seguir as normas da ABNT
ü Uso de referencias - normas ABNT
ü Data de entrega - não será aceitos trabalhos entregues fora da data combinada
ü Pesquisa - Cópia é plagio

TRABALHOS - TEXTOS - RESENHAS
Ø CAPA

Ø DESENVOLVIMENTO (Introdução, desenvolvimento, conclusão)
02 - VIDA AFETIVA - EMOÇÕES:
Vida afetiva

• Parte integrante da vida psíquica
• É composta por dois afetos básicos: amor e ódio.
• Estão presentes na vida psíquica e também nas expressões, ações e pensamentos.
• Conjunto de todos os sentimentos, emoções humores, paixões, positivos e negativos.

Vida afetiva ou Afetividade
• Impressão subjetiva da qualidade que os objetos despertam no ser humano: alegria, tristeza, amor, paixão...
• Depende do meio externo, e podem ser afetados por motivos subjetivos, de conteúdo psicológico
• Agrupa dinamicamente um numero indeterminado de estados de ânimo integrados emocionalmente.
• Engloba uma organização viva de significados e de conteúdos psicológicos, como: tristeza, amor, saudade, paixão, inveja, desesperança

Vida afetiva - Afetos
DEFINIÇÕES
• Dicionário on line : Disposição de alma, sentimento. Aquilo que age sobre um ser: a sensação é um afeto elementar
• Dicionário Michaelis: Sentimento de afeição ou inclinação para alguém.
• Dicionário Aurélio, conjunto de fenômenos psíquicos que se manifestam sob a forma de emoções, sentimentos e paixões, acompanhados sempre da impressão de dor ou prazer, de satisfação ou insatisfação, de agrado ou desagrado, de alegria ou tristeza.
• Psicanálise - É a expressão qualitativa da quantidade de energia pulsional e das suas variações

AFETOS
• Expressam pelas Emoções e orientam o comportamento
• São traduzidos pela complexidade de significados com que despontam no psiquismo do ser humano.
• Subjetivamente experimentado

• O universo dos afetos é comunicável na medida em que as representações das coisas e das palavras formam, com os afetos, um complexo psíquico compreensível
• PSICOLOGIA
• Subdivididos em sentimentos, humores e temperamentos.
• Relacionados a aspectos cognitivos.
• Características do mundo interno, psíquico.
• Afetos se expressam pelas Emoções - Amplas, retraídas, embotadas ou apagadas e orientam o comportamento.
EMOÇOES - DEFINIÇÃO
• Processo neurobiológico consiste numa variação psíquica e física, desencadeada por um estímulo, subjetivamente experimentada e automaticamente colocada m estado de resposta ao estímulo.
• São um meio natural de avaliar o ambiente que nos rodeia e de reagir de forma adaptativa

EXPRESSÕES DAS EMOÇÕES
• É aprendida - são as respostas que a cultura ensinou - Ex: morte - orientais /ocidentais.
• São expressões afetivas acompanhadas de reações intensas e breves do organismo, em resposta a um acontecimento inesperado ou, às vezes, a um acontecimento muito aguardado...
• São expressões orgânicas que são acompanhadas de reações como distúrbios gastrointestinais, cardiorrespiratórios, sudorese, tremor. Um exemplo é a alteração do batimento cardíaco - Emoção = coração

EMOÇÕES X SENTIMENTOS
- São usados de certa forma como se fosse o mesmo conceito.
- São dois processos que se relacionam, no entanto são diferentes entre si
• A emoção é experimentada e surge um "efeito" interno: o sentimento.
• Os sentimentos são gerados por emoções e sentir emoções significa ter sentimentos.

EMOÇÃO X SENTIMENTOS - Distinção
• SENTIMENTOS
 Orientado para o interior
 São estados afetivos mais estáveis e duráveis, provavelmente provindos de emoções cronologicamente anteriores.
 São mais duradouros que as emoções e mais numerosos
 Menos intenso, mais duradouro, não são acompanhados por manifestações orgânicas intensas - Ex: amor, inicio: forte
• EMOÇÃO
 Voltada exterior
 Caracteriza por súbitas rupturas no equilíbrio afetivo de curta duração
 Repercute sobre a integridade da consciência e sobre a atividade funcional de vários órgãos
• É um movimento de causa interna.
• Perturbação violenta e passageira do tônus afetivo
• Inclui vários componentes gerais. Um desses é a reação corporal. Quando se está com raiva, pode manifestar tremores ou levantar a sua voz, embora não deseje fazer isso.
• Estão sob o controle do sistema nervoso autônomo é relativamente independente do controle voluntário


• emoção, vai se transformando em sentimento mais estável e duradouro
• Menos "explosivos" a paixão é uma emoção, e o enamoramento, a ternura, a amizade, consideramos sentimentos, isto é, manifestações do mesmo afeto básico - o amor.

CLASSIFICAÇÃO DAS EMOÇÕES
EMOÇÕES PRIMÁRIAS
• São inatas, evolutivas e partilhadas por todos seres vivos
• Ligadas ao instinto de sobrevivência.
• São fisiologicamente determinadas, podem ser expressas desde muito cedo
Adaptativas
 Raiva, tristeza e medo perante ameaças
 Possuem relação com a sobrevivência e ao bem-estar psicológico
 São aquelas rápidas quando aparecem e mais velozes ainda quando partem.
Desadaptativas
 Baseadas na aprendizagem

 As pessoas lamentam tê-las expressado de maneira tão intensa e frequentemente se arrependem
 Envolve desvalorização pessoal, tristeza, sensação de vazio, desesperança
 Revela mais a respeito das pessoas do que respeito as situações

EMOÇÕES SECUNDÁRIAS
• São sociais - resultado da aprendizagem: inveja, ciúme, vergonha.
• São exclusivamente humanas e experimentadas mais tarde, envolvem reflexões morais, cognição e sensibilidade
• São respostas ou evitações das emoções primárias - vergonha do seu medo, raiva das suas tristezas...
• Tornam-se respostas ou evitações (intelectualizadas) às emoções primárias.
• São reações que foram ensinadas a respeito de outras emoções e retratam a forma de lidar com sentimentos.

• São emoções usadas para se proteger das primárias que muitas vezes são vergonhosas, ameaçadoras, embaraçosas ou dolorosas por natureza.
• Não expressar determinados sentimentos por não saber como lidar com as emoções.
• EX: Depressão pode estar encobrindo um sentimento primário de raiva.
• EX: Uma mulher ensinada a ser submissa, em uma situação de frustração, provavelmente chorará ao invés de mostrar sua raiva.
• EX: um homem pode estar sentindo medo, mas por isso não ser uma atitude muito máscula socialmente falando, torna-se agressivo
03 - Emoções nas teorias psicológicas:
Emoções nas teorias psicológicas: Enfoque Epistemológico

TEORIAS COGNITIVAS DA EMOÇÃO
• Surgiram a partir das pesquisas sobre a inteligência e o conhecimento (cognição)
• A emoção depende da percepção de determinada situação e de como é entendida ou compreendida

• Charles Robert Darwin - Evolucionista
• 1809/1882 - Médico Britânico
• Teórico da evolução
• Sec. XIX - observação das emoções em crianças e adultos - as principais expressões emocionais, que derivam de um passado evolucionário ou individual de mecanismos reflexivos.
• Evolucionismo
• As espécies de seres vivos se transformam ao longo dos tempos
• Foco: Os seres mais adaptados ao ambiente - geram a transformação no decorrer do tempo é a seleção natural.
EMOÇÕES
- Sobrevivência de espécies
- Emoções excitam a reação comportamental e a recepção de estímulos
- Natureza primitiva articulada ao passado do indivíduo, da espécie humana e a história individual.
- Ajuda comunicação entre os indivíduos
OBJETO DE ESTUDO
- Ideia evolucionista - influenciou o desenvolvimento da teoria comportamental
- Psicologia - que considera que o comportamento do ser humano possui função adaptativa
- Há uma classe de respostas que o indivíduo apresenta mediante o meio.
- Interação do indivíduo com o meio, e a sobrevivência, colocada como fatores principais da constituição do homem.

William James - Funcionalista
• 1842/1910 - Médico Americano - Harvard -
• Professor de fisiologia, psicologia e filosofia
• Fundador da Psicologia moderna.
• Funcionalismo integrado as ciências experimentais - As relações entre a fisiologia e a psicologia
Funcionalismo
• - Ciência biológica - estuda os processos, operações e atos mentais - interação adaptativa no sentido de descobrir sua função
• Foco: função de um organismo dotado de psiquismo - das funções que exercem e das interações com um dado ambiente
EMOÇÕES
"Consciência de perturbações fisiológicas desencadeadas diretamente pela percepção de certos estímulos ou situações"
Todos estados mentais, uteis, inúteis ou prejudiciais determinam atividades corpóreas, conduzem as modificações na respiração, circulação, tensão muscular, atividade glandular ou visceral
A emoção não deveria ser estudada a partir de seus efeitos sobre nós, mas a partir dos estímulos que lhe dão origem.
OBJETO DE ESTUDO
A consciência representa as experiências ou fenômenos da vida mental, organismo /sistema nervoso que representa as condições da vida mental.
- Psicologia aplicada - preocupa com a função, organização e processos para atividades adaptativas.
-. O que o organismo é ou deixa de ser, decorre das funções que exerce e das interações com um dado ambiente.

Henri Wallon - Teoria do desenvolvimento - Psicogênese
- 1879/ 1962 - Francês - filósofo, médico e psicólogo
- Professor de ensino secundário, médico do exército francês, e de instituições psiquiátricas
- O desenvolvimento humano se dá em cinco estágios que sucedem em fases com predominância afetiva e cognitiva
- Estágio Impulsivo-Emocional
- Estágio Sensório-Motor e Projetivo
- Personalismo
- Estágio Categorial
- Puberdade e Adolescência
EMOÇÕES
• Envolvem um componente orgânico, corporal, motor e plástico
- Emoção é a primeira manifestação de necessidade afetiva do bebê. É o elo do meio biológico com o social.
- Quando a pessoa nasce, ela é só emoção
OBJETO DE ESTUDO
- Psicologia da criança
- Investiga a emoção geneticamente.
- Fenômenos psíquicos e sociais, no papel e na evolução da consciência

Walter Cannon - 1920 - Fisiologista
• - 1871/1945 - Médico fisiologista americano - Harvard
• Homeostase
• Estruturas mentais fornecem sensação de equilíbrio.
• Biológico e fisiológico - tendência de manter o equilíbrio e estabilidade.
• Equilíbrio do organismo - retorno aquilo que é familiar (conhecido).
• Forças do ambiente externo provocam mudanças muito rápidas - reação natural que se opõe a essas mudanças.
EMOÇÕES
• Reações adaptativas do organismo, formas de conduta diante de situações de emergência
• Comportamento expressivo e desorganizado - Forma de conduta estruturada e emitida diante de situações de emergência
OBJETO DE ESTUDO
• Importância de estruturas sub-coticais na mediação das emoções
• Experiências - importância do hipotálamo nas emoções
• Suas investigações influenciaram pesquisas na área de fisiologia e da psicologia

Lev Semenovich Vygotsky - Sociointeracionista
1896/1934 - Psicólogo Russo
• Desenvolvimento cognitivo - interação social estabelecida com determinado ambiente - experiência pessoalmente significativa.
• Homem modifica o ambiente e o ambiente modifica o homem.
• Desenvolvimento conceitual - amontoado de conceitos - complexo de conceitos - pseudoconceitos - conceitos verdadeiros.
EMOÇÕES
• Está conectada a outros processos psicológicos e ao desenvolvimento da consciência de um modo geral.
• Qualidade das emoções sofre mudanças à medida que a criança se desenvolve.
• Emoções primitivas - biológica - surge do instinto de auto conservação. No decorrer do desenvolvimento as emoções se transformam e se constituem como fenômeno histórico cultural.
• Emoções e afetos iniciam nas primeiras horas de vida de uma criança e se prolonga por toda sua existência
OBJETO DE ESTUDO
• Associação da psicologia cognitiva experimental com a neurologia e a fisiologia
• Funções psicológicas - individuo na relação com o outro e com os demais aspectos do meio externo - influências mútuas se potencializam e se atualizam.
• Aspectos cognitivos, afetivos, sociais e das ações - são interdependentes.

• John B. Watson - 1924
• 1878/1958 - Psicólogo - doutor em neuropsicologia - Universidade de Chicago
• Behaviorista
• Estudo do comportamento - visível e observável
• Controle do ambiente permite desencadear qualquer tipo de comportamento desejável e desencadeia fenômenos mentais, sensações e introspecção.
• Vida psíquica e consciência são apenas suposições pois não são passiveis de observação e mensurações diretas.
• - Organismo aprende quando seu comportamento é fortalecido por um reforço ou diminuído por uma punição.
EMOÇÃO
• 3 padrões básicos e inatos de resposta emocional: medo, a ira e o amor.
• * medo desencadeado pela: 1)perda súbita de equilíbrio; 2) pela produção de sons intensos; 3) pela excitação dolorosa.
• * amor, pela estimulação dos órgãos genitais.
• * ira ou o ódio desencadearia em função do bloqueio dos movimentos espontâneo do recém-nascido. Processos de condicionamento que multiplicam e emocionam.
OBJETO DE ESTUDO
- Estrutura de respostas hereditárias que implicam profundas modificações nos mecanismos do corpo mais particularmente nos sistemas visceral e glandular
- Foco: identificação de estímulos que desencadeiam padrões de respostas emocionais
"Preocupação central: precisar padrões inatos de resposta e investigar a influencia da aprendizagem a multiplicação dos estímulos capazes de desencadear condutas emocionais

• Pierre Janet - 1926 - Mecanicista
• - 1859/1947 - Psiquiatra e psicólogo - Francês - doutor em filosofia - Universidade de Paris
Mecanicista
• Soma das experiências, de aprendizagem são armazenadas e utilizadas quando necessárias, uma programação (parafuso a menos)
• pensamento mecanicista - a natureza e as pessoas tinham um funcionamento semelhante à máquina - metáfora do relógio, tempo. Um movimento leva a outro, e de que tudo que ocorre produz o seu efeito são questões naturais e do comportamento
• Eventos antecedentes explicam o comportamento humano, aquilo que vem antes do comportamento passou a ser utilizado para explicá-lo.
• EMOÇÃO
• Forma desadaptada de conduta
• Diante de uma situação visualizada como difícil, abre-se possibilidade de seriam liberadas formas inferiores de respostas, que configuram o padrão emocional implicando tensão psíquica de baixo nível
• Consciência da emoção - fenômeno secundário - é a consciência de um comportamento fracassado.
• Condutas emocionais - vinculadas a vivencia de situações de fracasso, produz sempre que formas mais adaptadas se revelam fora do alcance do sujeito envolvido na situação a dominar.
OBJETO DE ESTUDO
• Desordens mentais e emocionais envolvendo ansiedade, fobias e outros comportamentos anormais
• Conduta - dois tipos de ações: a primária: organizada cognitivamente, refere à relação sujeito e mundo exterior; secundária, que regula afetivamente diz respeito à relação do sujeito com sua própria ação.


PSICOLOGIA E NEUROLOGIA
• É a ciência que estuda as relações entre cognição e comportamento humano e as funções cerebrais preservadas ou alteradas.
• Termo neuropsicologia - utilizado pela primeira vez em 1913 - conferência Sir William Osler, nos Estados Unidos - subtítulo na obra de 1949 de Donald Hebb chamada The Organization of Behavior: A Neuropsychological Theory
• Investiga as funções cerebrais superiores a partir do comportamento cognitivo, sensorial, motor, emocional e social do sujeito
• Interesse pelos substratos orgânicos das emoções reanalisando as consequências de lesões pré-frontais


• Donald Olding Hebb - 1971
• 1904/1985 - Psicólogo - Canadense
Neuropsicologia
• Influencia dos neurônios nos processos psicológicos
• Ciência aplicada que estuda a expressão comportamental das disfunções cerebrais.
• Papel dos sistemas cerebrais individuais nas formas complexas da atividade mental, a expressão comportamental das disfunções cerebrais.
EMOÇÃO
• "Estado especial de vigilância acompanhado de processos de mediação que tendem a excitar o comportamento"
• "Pode revelar construtivo, tornando o comportamento mais eficiente, ou destrutivo - tanto fortalecedor como debilitador."
• Foca nível de vigilância, alerta e mediação, que corresponde a diversas respostas emocionais:
- medo - condição de excitabilidade, presentes representações emocionais implicam na ameaça e fuga
- raiva - associada a ideia de agressão e destrutividade
- amor - mediacional expressa pela presença e conservação do objeto amado
- ira Característica: autoagressão
• Respostas emocionais - entrecruzamento de duas dimensões:
• 1) nível de vigilância e alerta;
• 2) processamento mediacional
• OBJETO DE ESTUDO
• Relação funcional entre neurônios - montagens neurais - base fisiológica para o pensamento - relação entre psicologia e fisiologia.
• Complexa organização cerebral e suas relações com o comportamento e a cognição, tanto em quadros de doença como no desenvolvimento normal


Alexander Romanovich Luria
(1902-1977) Neuropsicólogo - soviético especialista em psicologia do desenvolvimento
• Um dos fundadores de psicologia cultural-histórica - inclui o estudo das noções de causalidade e pensamento lógico-conceitual da atividade teórica como função do sistema nervoso central.
• Busca de fatores biológicos e fatores sociais que poderiam determinar a dominância do hemisfério esquerdo para a linguagem e a organização cerebral das demais funções cognitivas.
• Critica Descartes - Pode existir um elo entre razão e sentimentos e entre esses e o corpo. A razão não é pura e nem menos importante que as emoções e nem as emoções tornam a verificação empírica desnecessária.

EMOÇÕES
• São percepções diretas dos estados corporais
• Constituem um elo social entre corpo e consciência implicando a compreensão da complexa "maquinaria biológica e sociocultural"

OBJETO DE ESTUDO
• Funções mais elementares do cérebro e da mente não eram de natureza inteiramente biológica - condicionadas pelas experiências, as interações, a cultura do individuo
• Fisiologia, neurologia e perspectiva humanista - para compreensão e entendimento das condições clínicas estudadas


Antonio Damasio
1944 - médico neurocientista - Portugues
• Relação entre a biologia do corpo humano e o pensamento.
• Caso de Phineas Gage, um paciente com alterações comportamentais decorrentes de lesão frontal - tornando-se agressivo e desrespeitoso depois que teve parte do cérebro destruída em um acidente. O estudo deste paciente demonstrou que faculdades como o juízo moral e social podem estar localizados no lobos frontais.
• Critica Descartes - Pode existir um elo entre razão e sentimentos e entre esses e o corpo. A razão não é pura e nem menos importante que as emoções e nem as emoções tornam a verificação empírica desnecessária.
EMOÇÃO
• Manifestam, em sua maioria, de forma não consciente, daí o fato de serem incontroláveis. Tomar consciência das emoções, reconhecer, nomear, identificá-las como sentimentos seria "sentimentos de emoções"
• Conjunto de respostas químicas e neurais produzidas quando o cérebro normal detecta um estimulo - real ou recordado
• "Emoções não podem ser conhecidas pelo indivíduo que as está tendo antes de existir consciência"
OBJETO DE ESTUDO
• Respostas comportamentais adaptativas são moldadas por processos emocionais e a escolha de respostas em determinadas situações reflete o uso da razão.
• Relação entre as estruturas cerebrais envolvidas na gênese e na expressão das emoções (o sistema límbico) e áreas do córtex cerebral ligadas à tomada de decisões (ex. córtex frontal).
• Descobrir os mistérios da consciência e das faculdades mentais superiores, para melhor discernir sobre as noções ambíguas do espírito ou da alma.
04 - Emoções Humanas Básicas, componentes indicadores da emoção:
Emoções Humanas Básicas, componentes indicadores da emoção

- Emoções humanas básicas, seus componentes e indicadores cerebrais, fisiológicos, psíquicos e comportamentais.

- Fatores emocionais que interferem nos processos motivacionais e suas implicações no comportamento ajustado.


Emoções Humanas

EMOÇÕES HUMANAS PRIMÁRIAS (básicas) -
• São Universais - uma alteração na predisposição à ação.
• Ligadas ao instinto de sobrevivência
• Conjunto de elementos que seriam a base para formação de todas as outras
• Estados discretos do organismo, determinado geneticamente, regulados por estruturas neurais subcorticais
• Função - promover adaptação do indivíduo em determinadas circunstâncias
• Envolvem disposições inatas para responder a certas classes de estímulo, controladas pelo sistema límbico.

EMOÇÕES SECUNDÁRIAS:
• São sociais - aprendidas
• Envolvem categorias de representações de estímulos
• São associadas a respostas passadas, avaliadas como boas ou ruins exemplo um sorriso espontâneo ser diferente daquele intencional.
• São iniciadas por pensamentos cognitivos.
• Resposta física ocorre conjuntamente com o entendimento de um evento.
• Os estados afetivos são mais complexos que as emoções básicas.
• Dividem-se em duas formas:
• 1 Estados Afetivos Sensoriais (sensações de prazer e dor, relacionado à sensibilidade corporal)
• 2 Estados Afetivos Vitais (mal-estar, bem-estar, animação, desanimação, relacionado a atitudes internas do indivíduo).


Diante de um estímulo, o corpo reage de acordo com a circunstância e intensidade, desencadeando uma das cinco emoções básicas.

• RAIVA,
• MEDO,
• TRISTEZA,
• ALEGRIA,
• AFETO.

RAIVA
• Induz movimentos violentos de ataque ou de defesa
• Aumenta a força corporal
• Gera força e energia para superar obstáculos, perante ameaças a sua vida
• Apresenta como defesa natural, uma espécie de força vital.
• É uma emoção intensa e possui uma característica destrutiva.
• Pode aparecer em diversos graus de intensidade, desde uma leve irritação até explosões que pode causar danos maiores.
• Gera tensão nos músculos, pupilas diminuídas, maior circulação do
sangue nos órgãos periféricos, preparando o corpo para a defesa e o ataque.

- MEDO
• Impulso, geralmente desqualificado pelos seres humanos -
• Precisa ser eliminado ou superado - ou se torna patológico.
• Está relacionado com ameaças à sobrevivência e surge para
protegermos nossa vida.
• A função principal é proteger, porem ao mesmo tempo em que ele te protege ele também bloqueia, impede realizações.
• Altera os batimentos cardíacos, acelera a respiração, dilata as pupilas e reduz o fluxo de sangue dos órgãos periféricos,
• preparando o corpo para a fuga.

TRISTEZA:
• Mecanismo de alerta que mostra quando algo não está bem e há intenção buscar soluções.
• Induz a falta de energia e paralisação da ação.
• Postura de quem está triste é fechada e voltada para si
• mesmo.
• É indicada pelo abatimento, ombros caídos, a ausência de
vitalidade e de brilho no olhar.

ALEGRIA:
• São impulsos fortalecedores da energia geral.
• É a emoção mais prazerosa de se sentir.
• Alegrias de longo prazo: São conquistadas ao longo da vida.
• Alegrias de curto prazo: É fundamental para a vida. É uma momentânea. Sentida em festas, ouvindo piadas, vendo um filme de comédia
• Apresenta tônus vital elevado, energia, olhos brilhantes, riso fácil e disponibilidade para a ação.

AFETO:
• Presente nos estados de amor, em seus diversos rótulos.
• Amor maternal, paternal, filial, fraternal e romântico.
• Correlaciona ao prazer, sexo e amor, induz aproximação física e traz proteção



INDICADORES DAS EMOÇÕES

- Desde a detonação da carga emocional até seu efeito corporal, podemos
identificar uma diversidade de padrões de resposta
- Toda emoção apresenta seus próprios componentes e indicadores
São usados 3 indicadores para identificar as emoções
1 SENTIR
Um processo intrapsíquico.
Todo ser humano vem programado para sentir as emoções básicas.
Processo educacional - proibição de emoções autênticas e
imposição de como demonstrar o que sente.
2 EXPRESSÃO VERBAL
• Traduzir a emoção por palavras e expressar pensamentos crenças e
sentimentos.
• Classificar comportamentos em relação às circunstâncias que afetam sua probabilidade
• Relatos verbais (solicitar que fale ou escreva o que está sentindo)
3 ATUAÇÃO CORPORAL
• Não verbal - (sorrisos, cara fechada, punhos cerrados)
• Expressão corporal - emoção se comunica através da linguagem do
• corpo.
• Diversidade de padrões de resposta
• Observação do comportamento (gestos postura corporal expressão facial)

TEORIAS - INDICADORES DA EMOÇÃO

RENE DESCARTES - 1596/ 1650 - filósofo, físico e matemático francês
• Um dos pioneiros do estudo do cérebro -
• Propôs mecanismo denominado reflexo, funciona através de estímulos que excita receptores sensoriais levando mensagens do sistema nervoso ao cérebro
• São processadas pelo sistema límbico que comunicam com o neocórtex

• WALTER CANNON 1871/1945
Médico fisiologista Americano
• Construiu primeira teoria dos mecanismos cerebrais responsáveis pela emoção - estudo de gatos - retirado neocórtex - viviam bastante, perdiam autonomia, não vislumbravam movimentos, mas afiavam as garras
• Tese: Tálamo núcleo das expressões emocionais - respostas aos estímulos e córtex mecanismo de inibição desses estímulos
• Cérebro inferior - originam os percursos de reflexos simples - reações a estímulos simples, atitudes e movimentos
• Nível intermediário - abarca as estruturas mais evoluídas das emoções e regulam essas funções
• Córtex cerebral - nível mais elevado - regula os níveis anteriores
• Crianças possuem alto nível de emoções desgovernadas - córtex ainda não evoluiu para controlar as funções anteriores

- WALTER HESS - 1881/ 1949 - Fisiologista suíço
• Primeiro a evidenciar o hipotálamo como responsável pelo comportamento emocional
• Fenômenos emocionais estão relacionados a áreas especificas do cérebro
• Experiência com gatos - eletrodos no hipotálamo - verificou diversas manifestações do comportamento emocional

- JAMES OLDS - 1922/1976 - Psiquiatra, doutorado em psicologia - Americano
• Hipotálamo - estimulado - prazer intenso
• Experimentos com eletrodos em cérebros de ratos, descobriu acidentalmente que os animais se sentiam atraídos por choques elétricos que estimulavam a região cerebral estudada.
• Batizou de sistema de recompensa do sistema nervoso central.
• Colaboração aos estudos do uso de substancias psicoativas

- JOSÉ DELGADO - 1915/2011 - Neurofisiologista /psicólogo espanhol
• Sistema límbico - domínio - ataques
• - 1964 - Inventou um implante cerebral que podia ser controlado remotamente por ondas de rádio. Fixou à cabeça de um touro um rádio receptor de reduzidas dimensões - ligados os eléctrodos implantados nos núcleos cerebrais inibitórios da agressividade desse mesmo animal.
• Funções mentais dependem do fluxo das recepções sensoriais interagindo com a matéria cerebral
• Investigou os mecanismos neurológicos do prazer, da agressividade e das emoções,
• Influência dos campos eletromagnéticos sobre os genes
• Desenvolvimento embrionário e o comportamento.

COMPONENTES DAS EMOÇÕES

* Cerebrais
Reações Emocionais - controladas pelo cérebro

- Hipotálamo
• Centro subjetivo da emoção
• Regula função hormonal e comportamento emocional
• Tem um papel importante nas emoções.
• As partes laterais - relacionadas com o prazer e a raiva
• Porção mediana, ligada à aversão, desprazer e tendência ao riso incontrolável.
• Coordenador e integrador das manifestações das emoções

- Sistema límbico
• Conjunto de estruturas - Ligado ao hipotálamo
• Controla o sistema nervoso autônomo
• Responsável pelas alterações corporais (ritmo cardíaco, respiração)
• Controla O sistema hormonal do corpo
• Denominado de cérebro emocional - preside o processamento das emoções
• Responsável pela aprendizagem emocional

- Amigdala
• Uma pequenina estrutura localizada na região antero-inferior do lobo temporal, tem forma de uma amêndoa
• Função: controle das emoções
• Computador emocional central: analisa os impulsos sensoriais pela sua relevância emocional - executa funções de análise primária
• Extração da amigdala provoca frieza afetiva, as relações interpessoais deixam de fazer sentido, fica sem consciência emocional
• O estímulo elétrico causa crises de violenta agressividade.

* Biológica/ somática
• Centrada nas emoções primárias
• Relações entre o organismo - ambiente - resposta e consequências
• Característica: alterações de funcionamento em todos os órgãos e sistemas do corpo, alteração na temperatura da pele, vasoconstrição (palidez e frio), ritmo cardíaco, respiração, tensão muscular, mobilidade gastrointestinal
• Quando a emoção aumenta, os sintomas aumentam de intensidade afetando o comportamento geral do individuo.
• As emoções expressam em níveis motor, facial e verbal

* Fisiológicos
- Emoções são acompanhadas por estimulação visceral
(alterações ocorrem durante o estado emocional)
- Diferenças fisiológicas - as emoções são experimentadas de forma diferente
- Multiplicidade de modificações fisiológicas (Ex: perda de controle do carro)
- Alterações corporais - coração, respiração, tremores
- Sistema nervoso autônomo controla estado de alerta - luta/fuga
- Discernir diferenças medo - raiva - excitação - sentidas de forma diferentes.

* Cognitivos
• Cognição mobiliza e sustenta os estados emocionais
• Componentes cognitivos são os pensamentos, as crenças e raciocínios.
• Atribuição do significado promove o desenvolvimento dos estados emocionais de acordo com o que acontece
• Pode gerar falsa interpretação induzindo a estados afetivos negativo - pensamento ruminante (pensamentos repetitivos sobre um acontecimento, considerado a causa do problema)
• Emoção depende da percepção e entendimento de determinada situação

* Psíquicos
• Componente subjetivo formado nos rótulos colocados nas emoções
• Particular - subjetiva - intensa
• informações dos sentimentos)
• Avaliação da situação - experiência consciente
• Permite o reconhecimento do que esta sentindo
• Intensidade da experiência emocional
• Diferenciação de sentimentos - agradável/desagradável

* Comportamentais
• Expressão das emoções através dos comportamentos.
• Condicionada pelos estados emocionais
• Cada tipo de emoção estabelece uma reação diante das circunstâncias vividas
• Cada tipo de emoção impele ou inibe o individuo a atos e atitudes - ataque ou fuga; desanimo ou indiferença.
• Qualidade determina as expressões faciais
• Percepção de perigo subjetivo ou objetivo determina a ação



Fatores emocionais e Processos motivacionais e suas implicações no comportamento ajustado

• Fatores motivacionais - sentimentos gerados dentro de cada indivíduo gerada através de seus atos.
• Motivação - verbo latino "movere" - mover-se
• Motivo - necessidade ou desejo específico que estimula um organismo e direciona seu comportamento para um objetivo

• Fatores emocionais - estados intensos e imediatos

Fatores emocionais e processos motivacionais
• Processos motivacionais - Estados emocionais mais prolongados e dirigidos
• Emoção> motivador do comportamento
• Motivação> Leva comportamentos que despertam novas emoções



COMPORTAMENTO AJUSTADO

• Desde o nascimento o individuo utiliza a emoção como expressão da sua atitude intima
• Inicio do processo de comunicação emocional do bebê é através do choro, que reclama dos seus desconfortos
• As interações do bebê com seu universo pessoal e com seus genitores será determinante no desenvolvimento do padrão da sua expressão emocional
- Civilização e "progresso" - suprime a exteriorização da emoção
- Controle das expressões emocionais (consideradas inadequadas)
- Controle e racionalidade - virtude
- Diferenças individuais e Culturais: depende de aprendizagem, experiência anterior e normas culturais.
- Regras culturais - regulam expressão adequada de emoções (japoneses mascaram as emoções - sorriso educado - não sabem abraçar, carinho)
- Supressão e repressão da emoção (resultados negativos - alterações fisiológicas doenças psicossomáticas)


Última edição por Chris Jerônimo em Qui Mar 03 2016, 15:53, editado 3 vez(es)
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Re: CONTEÚDOS PPB2

Mensagem por Administrador em Qui Mar 03 2016, 15:50

05 - Teorias da emoção e sua relação com a motivação e funções cognitivas superiores:
TEORIAS DA EMOÇÃO E SUA RELAÇÃO COM A MOTIVAÇÃO E AS FUNÇÕES COGNITIVAS SUPERIORES

Teorias Gerais da emoção
• Buscam explicar a relação entre os aspectos fisiológicos e
psicológicos dessa experiência
• As emoções tem sido objeto de várias teorias desde a
• antiguidade
• Constituem um aspecto muito complexo do ser humano
• As teorias possuem grandes variações, são objeto de muitas
interpretações e se organizam em várias perspectivas
• Investigam as respostas que o corpo dá a situações
Emocionais e como as respostas fisiológicas contribuem para experiências emocionais
• Emoção está relacionada às reações psicomotoras, acompanhadas de alterações neurovegetativas, que são resultado de estímulos ambientais.
• Emoção se expressa através de um ato motor com natureza motivacional, desencadeado por diversas sensações provocadas pelos estímulos sensoriais

QUESTIONAMENTOS:
- A reação fisiológica vem antes da experiência emocional?
(Primeiro sente o coração acelerar e corre - reação fisiológica - e só depois vem o sentimento, de medo, ansiedade e o susto? - reação emocional)
- A experiência emocional vem antes da reação fisiológica
(Primeiro vem o sentimento de medo, ansiedade e susto - reação emocional - e só depois o coração acelera e a pessoa corre - reação fisiológica)

PROPOSTAS TEORICAS - EXPERIÊNCIA DAS EMOÇÕES

TEORIA DA REAÇÃO CORPORAL

William James 1842/1910 - Médico Americano
• As sensações físicas são emoções,
• Emoções são geradas pelo reconhecimento das sensações pelo cérebro
• Sentimento segue a resposta corporal
• As emoções são consequências, e não causas, das reações fisiológicas
• " nos sentimos tristes porque choramos, irritados porque agredimos"
• Questionamento: fugimos de um urso porque sentimos medo ou sentimos medo por isso fugimos? O fato de sentirmos medo ao vermos um urso não se deve à presença do urso, mas sim porque o urso foi capaz de ativar uma série de reações fisiológicas e motoras.
• As reações fisiológicas que provocam sentimentos

Carl Lange - 1834/1900 - Médico e psicólogo Dinamarquês
• Apresentou ideias semelhantes no mesmo ano de William James
• A percepção de um estimulo causa uma excitação autônoma e outras reações corporais que levam a experiência de uma determinada emoção.
• Defendia a existência de padrões específicos de ativação fisiológica que levariam a emoções específicas
• Pessoas distinguem emoções baseando-se nas reações físicas que vivenciam.

James-Lange - 1890 - Teoria periférica - REAÇÃO CORPORAL - FINAL SEC. XIX
• Ponto central da teoria - Cérebro primeiro "lê" a reação do organismo de um estímulo e depois expressa o comportamento emocional.
• Primeiro ocorrem às reações fisiológicas e só depois temos a consciência de uma emoção
• Relacionaram eventos fisiológicos às reações emocionais.
• Emoções - percepções das alterações fisiológicas ocasionadas por estimulação emocional.
• Sentir medo é perceber as alterações autonômicas (taquicardia, piloereção etc) que são provocadas pelo estímulo ameaçador.
• Consciência de uma emoção ocorre APÓS as reações emocionais

TEORIA SOBRE PROCESSOS NEURAIS CENTRAIS

Walter Cannon 1871/1945 Médico fisiologista - Americano
- Homeostase
• Emoções são processos do cérebro, centralizados no hipotálamo
• Estudava o Sistema Nervoso Autônomo (sistema simpático e parassimpático) e o papel do hipotálamo na homeostase
• SNA - esta envolvido nas respostas emocionais controlando diversos órgãos e gerando as reações de luta ou fuga
• Questionou a Teoria de James - Lange em 3 aspectos:
1 Pode ocorrer ativação fisiológica sem que exista experiência subjetiva da emoção
2 As modificações viscerais são demasiado lentas para precederem às reações emocionais
3 Pessoas que experienciam emoções distintas apresentam padrões quase idênticos de estimulação autônoma


Philip Bard - 1898 -1977 - Médico fisiologista - Americano
• Tese de doutorado supervisionada por Cannon
• É o hipotálamo, e não o tálamo que transmite as informações
• Estímulo ameaçador conduz primeiro ao sentimento de medo (experiência emocional do medo), e só então causa a reação física
• A emoção ocorre quando o tálamo envia sinais simultaneamente ao córtex (criando a experiência consciente da emoção) e ao sistema nervoso autônomo (criando a estimulação visceral).

Cannon- Bard - 1927 - 1929 INICIO SEC. XX "TEORIA TALÂMICA DAS EMOÇÕES"
• Discordaram da teoria James-Lange
• Ponto central da teoria: ação do sistema nervoso central - hipotálamo é o centro do cérebro emocional
• "Teoria Talâmica das Emoções" - as emoções coordenadas ao nível do tálamo, e se manifestariam através do hipotálamo.
• Os estímulos emocionais exercem dois efeitos excitatórios independentes:
1 - Excitam o sentimento de emoção no córtex
2 - Excitam os sistemas nervosos autônomo e somático. Paralelamente
• REAÇÃO FISOLOGICA E EXPERIENCIA EMOCIONAL SÃO SIMULTANEAS
• Alterações fisiológicas são similares, independente do tipo de emoção que o indivíduo experimenta, seja medo, raiva ou amor.
• A emoção exige que o cérebro interceda entre a estimulação que entra e a resposta que sai. -
• - Emoção - estado de prontidão fisiológico para cumprir ação eficaz e intensa
• Ao ver um animal perigoso - o estímulo ameaçador conduz, primeiro, ao sentimento de medo, o qual, então, causa a reação física


TEORIA DO CIRCUITO DO CEREBRO E DA EMOÇÃO

James Papez - 1883 - 1958 - Médico neuro-anatomista - Americano

• Foco da teoria: Emoção, um fluxo de informações de um ciclo de conexões anatômicas - hipotálamo e córtex medial e volta ao hipotálamo - CIRCUITO DE PAPEZ
• Visão neuroanatomica e neurofuncional
• Respostas emocionais envolvem uma rede de regiões cerebrais -
• Hipotálamo, tálamo inferior, hipocampo
• Buscou explicar os mecanismos através dos quais os estímulos adquiriam propriedades emocionais
• o pensamento pode intervir no comportamento emocional, e o processamento do comportamento pode influenciar os pensamentos e sentimentos sem requerer feedback sensorial periférico


TEORIA DOS DOIS FATORES - TEORIA DOS RÓTULOS COGNITIVOS

• Stanley Schachter - 1922/1997 - Psicólogo social - Americano e
• Jerome E. Singer - 1934/2010 - Psicólogo Americano

• TEORIA SCHACHTER E SINGER - 1962

• Foco da Teoria: Dois fatores na produção de uma emoção: o fisiológico e o cognitivo
• Dois fatores: a estimulação autônoma e a interpretação cognitiva da estimulação
• Um estímulo inicial pode tanto vir do ambiente externo, como pode ser uma manifestação interna, como um espasmo de dor
• Pessoas examinam pistas situacionais para fazer diferenciação entre uma e outra emoção
• Experiência da emoção = estimulação autônoma + interpretação cognitiva da estimulação
• Emoção = excitação fisiológica + diagnóstico cognitivo (Diagnóstico de excitação e estimulo segundo pistas situacionais/contexto)
• Avalia a excitação para descobrir o que esta sentindo e determina de que forma o estado interno será definido
• Privilegiaram a experiência consciente para a definição de uma Emoção
• Propuseram a ação do chamado "rótulo cognitivo", que seria produzido através das informações que o sujeito adquire do seu meio social para "rotular" suas reações emocionais.




IMAGEM DAS EXPERIÊNCIAS EMOCIONAIS - TEORIAS

• SENSO COMUM - Tremo porque tenho medo -
Estimulo - Medo (sentimento consciente) - Estimulação autônoma

• JAMES LANGE - Sinto medo porque tremo -
Estimulo - Atividade cerebral subcortical - Medo - sentimento consciente

• CANNON BARD - Tremo e sinto medo
Estimulo - Subcortical - Estimulação autônoma + medo = Sentimento consciente

• JAMES PAPEZ - Tremo e sinto medo

• SCHACHTER SINGER - Tremo com medo - avaliação da situação como perigosa
Estimulo - estimulação autônoma - avaliação - sentimento CS


EMOÇÃO E SUA RELAÇÃO COM A MOTIVAÇÃO FUNÇÕES COGNITIVAS SUPERIORES

PAPEL DAS EMOÇÕES
• As emoções são universais - encontradas em todas as raças e povos, independe do padrão cultural
• Os circuitos emocionais são geneticamente programados e relacionados com áreas cerebrais e neurotransmissores específicos
• Mesmo estruturados podem ser modificados, elaborados e controlados na vida pós-natal, por interferência de processos verbais ou não-verbais.

OS COMPORTAMENTOS DE SOBREVIVÊNCIA SÃO MOTIVADOS.

• Todo comportamento humano é basicamente motivado por medo, raiva, fuga, desconforto ou procura do prazer.
• Origem não verbal, primitiva - percebe-se o porquê da complexidade das atitudes humanas.
• Muitas das emoções tipicamente humanas são também encontradas em determinados animais - propiciam modelos de estudo para os cientistas do comportamento.

• Respostas viscerais
• Respostas somáticas
• Respostas endócrinas
• Alterações Somáticas e Viscerais - Ajustes necessários para a fuga: Aumento da pressão sanguínea, cardíaca, o fluxo sanguíneo, aumento da ventilação pulmonar, disponibilização de energia, etc.
• O perigo é reconhecido - Cognição
• Experiência do Medo - Emoção
• Organização da reação: fugir! - Motivação

EMOÇÃO E SUA RELAÇÃO COM A MOTIVAÇÃO
• Emoção - consequência do comportamento motivado.
• Emoções produzem um efeito motivacional - motivação e emoção estão intimamente relacionadas.
• Emoções - ativadas pelo meio externo e dirigidas ao meio externo; pode ser provocada por uma ampla variedade de estímulos (o que deixa você com raiva?)
• Emoção proporciona impulso para ação - papel motivacional - excita tomar atitude com relação a um determinado evento experimentado ou imaginado

• Estado motivacional proporciona um impulso que objetiva o aumento ou diminuição de um conflito, ou a satisfação de uma necessidade
• Motivações - ativadas pelo meio interno e dirigidas a objetos externo (ex: comida, água, parceiro); geralmente provocado por necessidade específica
• Motivação um dos componentes das respostas emocionais, juntamente com os componentes endócrinos, autonômicos, sensoriais e motores.
• Emoções direcionam e sustentam comportamentos com relação a objetivos específicos
- Ex: amor por alguém - busca conquistar - aproximar
- Comprar algo - trabalho - economia
- melhorias no trabalho - estudos, esforço

EMOÇÃO E AS FUNÇÕES COGNITIVAS SUPERIORES

• Funções cognitivas superiores são planejamento, capacidade para resolver problemas, automonitorização e julgamento
• As emoções são fundamentais para a sobrevivência. Fugir, atacar, reproduzir e defender são comportamentos motivados por circuitos emocionais.
• A sociedade humana consegue conhecer e controlar as emoções, alcança, paralelamente, padrão relacional mais complexo - civilizado.
• Regras sociais de comportamento envolvem, como princípio básico, o controle emocional.

• As emoções cumprem funções cognitivas:
• Influenciam a atenção a percepção de si e dos outros - interpretação, lembrança de características da vida
• Estados emocionais podem afetar: aprendizagem, memoria, julgamentos sociais e a criatividade
• Respostas emocionais - papel na organização e nas categorias das experiências da vida


Richard Lazarus - 1922-2002 - Psicólogo Americano
• Estudou o papel da cognição nas emoções,
• Pesquisou a forte associação entre os eventos e as reações advindas da avaliação destes eventos
• As emoções são uma forma de captar o mundo, funcionam como mapas mentais a respeito de algumas verdades.
• Teoria da Avaliação cognitiva - uma característica fundamenta resposta emocional - Apreciação que as pessoas fazem em relação à significância de determinado evento para o seu bem-estar
• Classifica as apreciações como:
• Apreciação primária é um processo de avaliação da relevância e a congruência de um evento em relação aos seus objetivos ou desejos
• Apreciação secundária é o processo de avaliação da habilidade para lidar com as consequências de uma situação.
06 -  Inteligência - Modelos teóricos, definições e estruturas:

INTELIGÊNCIA - MODELOS TEÓRICOS - DEFINIÇÕES E ESTRUTURAS

- INTELIGÊNCIA HUMANA

• Inteligência - um modo geral de pensar pelo:
- Raciocínio dedutivo - expresso por meio de sistemas definidos, fechados, registram nos domínios da matemática de lógica - com regras definidas e o - Raciocínio indutivo - baseado na observação de fatos particulares que levam a generalização

Pergunta básica: Inteligência é uma capacidade mental geral única ou é composta de muitas capacidades separadas?

CONCEITO -

 Inteligência: Capacidade global do individuo que se expressa pela sua facilidade em aprender, atuar eficientemente no meio e pensar abstratamente.

 Três maneiras de conceber a inteligência - São aspectos do mesmo processo

1- Ajustamento ou adaptação ao meio
• Capacidade de resolver problemas novos
• Mudar com facilidade o comportamento em função das exigências da situação
• Conceber novas maneiras de enfrentar situações

2 - Capacidade de aprender
• Habilidade mais ampla e mais profunda de compreensão do mundo à sua volta
• Compreender ideias complexas, aprender com a experiência
• Conhecer e identificar as formas essenciais e causais de qualquer coisa ou evento

3 - Capacidade de pensar abstratamente
• Utilizar adequadamente conceitos e símbolos nas mais variadas situações - símbolos verbais e numéricos
• Superar obstáculos mediante o pensamento
• Permite fazer analogias e ter raciocínio lógico em diversas situações do cotidiano.


• Os primeiros estudos da inteligência remetem-nos à Escola Experimental Wundt
• A concepção de inteligência aparece marcada pela corrente associacionista - fenômenos intelectuais, resultado de um processo associativo progressivamente elaborado.
• Inicia pelas sensações simples e atingiria o pensamento, a abstração e a resolução de problemas.
• Inglaterra e nos Estados Unidos - diversos testes sensoriais, perceptivos e motores - considerados básicos na investigação das capacidades intelectuais.

PRIMEIROS TEÓRICOS - INTELIGÊNCIA

Francis Galton (1822-1911)
• Pioneiro no desenvolvimento de medidas da inteligência humana.
• Tradição filosófica empirista, o conhecimento - experiência através dos órgãos sensoriais.
• Inteligência humana - Capacidade do sujeito descriminar estímulos.
• Desenvolveu os primeiros aparelhos para medir os processos relacionados com discriminação sensorial e coordenação motora.
• Influência das descobertas de Charles Darwin
• Análise das raças em termos de adaptação
• (dons especiais se perpetuam nas famílias - sugere aprimorar a linhagem do Homo Sapiens Sapiens)
• Inclinação para a quantificação: inventa o Coeficiente de Correlação
• Foi pioneiro na utilização de métodos estatísticos para o estudo das diferenças e heranças humanas de inteligência.
• Utilizava questionários e pesquisas para coletar dados sobre as comunidades humanas - informações genealógicas e biográficas de seus estudos antropométricos.
• Inteligência podia ser medida em termos das capacidades sensoriais da pessoa - maior a inteligência, tanto maior o nível de discriminação sensorial
• Deu origem ao conceito dos testes mentais.
• Acreditava que a inteligência poderia ser medida com base na capacidade sensorial individual - pessoas mais inteligentes teriam os sentidos mais aguçados.
• Avalia a influência do ambiente no desenvolvimento humano- considerado o fundador do eugenismo

Charles Sperman - 1863- 1945 - Psicólogo Britânico
. Conceito - Modelo Bifatorial de Inteligência - Composta por dois fatores
. Interesse: cognição e estatística.
. Inteligência é bastante geral
. Fonte de energia mental que flui ao longo de cada ação
. Pessoa inteligente compreende as coisas rapidamente, toma decisões solidas e comporta inteligentemente em diversas situações.
* INTELIGENCIA GERAL - FATOR (g):
- Componente de inteligência, aptidão geral ou global.
- Todos os indivíduos apresentam ainda que em poucas quantidades
- Estaria ligado a algum tipo de "energia mental"
* INTELIGÊNCIAS ESPECÍFICAS - FATOR (s):
- Capacidades especiais de cada individuo - matemática, teatro, música...
- Giraram em torno de g.
 Fator "G": todas as habilidades humanas têm um fator comum Geral
 Fator "S": todas as habilidades humanas têm um fator
específico. comum, geral.

 Em cada habilidade os dois fatores estão presentes, nem sempre desempenham o mesmo papel; em algumas habilidades o fator "G" predomina; em outras, o fator "e".


Louis Leon Thurstone - Psicólogo Americano -
- Inteligência - composta por sete tipos diferentes de capacidades mentais:
- Capacidades mentais primárias, consideradas em conjunto compunham a inteligência geral

Conceito - Modelo Multifatorial de Inteligência - Composta por vários fatores
- Discordava de Sperman

1 - Compreensão Verbal -Entender o que leu - Analogia - Teste vocabulário
2 - Fluência Verbal - Nomear objetos - rimas
3 - Fluência Numérica - Realização de cálculos
4 - Viso espacial - Relações espaciais e numéricas
5 - Memória associativa - Memória pura ou associada a outras memórias
6 - Velocidade perceptual - Percepção rápida e precisa de detalhes
7 - Raciocínio indutivo - Completar uma série ou descobrir uma regra

J. P. Guilford (1887-1955) Teoria dos Fatores Múltiplos
• Utiliza técnicas de análise fatorial
• Propõe a existência de 150 habilidade mentais.
- Produto de três dimensões:
• Conteúdos, Operações e Produtos
• Inteligência - um conjunto de aptidões independentes.
modelo de categorias de funcionamento intelectual:
capacidade de realizar operações, dar origem a produtos e manifestar conteúdos em nível intelectual.
• Esse modelo gerou os testes vocacionais e testes multifatoriais utilizados em seleção de pessoal.

Cyril L. Burt - 1883 - 1971 - Psicólogo britânico.
• Inteligência pode ser herdada, medida e analisada.
• Rejeitou a teoria bifatorial de Spearman
• Foco da sua teoria é a ideia de uma hierarquia de capacidades.
• Defende importância dos fatores ambientais e sociais sobre a delinquência.
• Após a sua morte, foi acusado de ter falsificado resultados experimentais, na tentativa de provar a sua teoria de que a inteligência é sobretudo herdada.


John B. Carroll 1916- 2003
• Estudos últimos 60 anos - modelo hierárquico - Teoria dos três estratos
• Estrato 1 - 65 fatores específicos - ligados a cognição - testes psicométricos
• Estrato 2 - agrupa fatores específicos em oito fatores mais amplos - processamentos cognitivos e velocidade de decisão
• Estrato 3 - Corresponde ao fator G de Spermann - Operações cognitivas comuns a todas atividades mentais


Raymond Cattelll - Psicólogo Norte americano
Conceito - Analise Fatorial -
• Inteligência geral - desmembrada em dois componentes independentes:
* Inteligência Cristalizada
- Informações gerais, os conhecimentos adquiridos e a capacidade de acessar tal conhecimento
- Pode ser medida por testes de vocabulário, aritmética e informações gerais.
- Possibilita enfrentamento de desafios concretos recorrentes da vida
* Inteligência Fluida
- Capacidade de compreender relações complexas e resolver problemas
- Pode ser medida por testes de desenho com blocos e visualização espacial
- Ajuda nos problemas abstratos e novos

Howard Gardner - 1943 - Psicólogo cognitivo - Americano
Teoria das Inteligências Múltiplas
• Fala em inteligências - compara cada uma delas com elementos de sistemas químicos ou constituintes básicos que estão presentes em todos os indivíduos
• Capacidades para resolver problemas ou elaborar produtos que são valorizados num ou mais contextos culturais
• Corresponde cada inteligência a esquemas de processamento de informação específicos considerando o que é valorizado no meio em que o sujeito vive.
• Existem oito inteligências distintas - independentes uma das outras - cada uma é um sistema individual e interage uma com as outras.
• Linguística - Usada para ler um livro, para redigir um trabalho, compreender as palavras faladas.
• Lógico-matemática - Usada para resolver problemas matemáticos e para o raciocínio lógico.
• Espacial - Usada para ir de um lugar para outro, leitura de um mapa
• Musical - Usada para cantar uma canção, avaliar a estrutura de uma peça musical.
• Cinestésico-corporal - Usada para dançar, jogar basquete, correr uma milha ou lançar dados.
• Interpessoal - Usada nas relações com outras pessoas
• Intrapessoal - Usada para auto compreensão, as características da própria personalidade, capacidades e interesses.
• Naturalista - história de desenvolvimento distinta para cada indivíduo, junto com uma natureza.

Robert Sternberg - 1949 - Psicólogo Americano
• Teoria Triádica da Inteligência
• Inteligência - compreendida em um determinado contexto cultural
• Componentes da inteligência manifestam em diferentes graus de experiência, tarefas e situações. Variadas na vida dos indivíduos
• Enfatiza que funcionam juntos - compreende três aspectos:
• Analítica - Capacidade de analisar ideias pensamentos e teorias
• Criativa - Habilidade em gerar ideias, demonstrar aptidões e competências
• Prática - Lidar com pessoas, percebe o que funciona e o que não funciona
07- Inteligência - Teorias avaliativas:
TEORIAS AVALIATIVAS DA INTELIGÊNCIA  PARADIGMAS E PROCESSAMENTO DE INFORMAÇÕES

As abordagens teóricas da inteligência
 Define, dentro de cada perspectiva as características dos elementos "universais" para a explicação do comportamento intelectual
 Inteligência - considerada universal e genérica, à parte das influências sociais e culturais.

As principais abordagens teóricas no estudo da inteligência são:

• Abordagens tradicionais - Biológica -
Psicométrica - atua na constatação e medida do fenômeno
Desenvolvimentista - atua na compreensão do fenômeno

• Abordagens contemporâneas - Cognitivista
Abordagem Cognitiva - atua na explicação do fenômeno.
Processos Cognitivos e Processos de informações
Inteligência Artificial
Inteligência Emocional


ABORDAGENS TRADICIONAIS - BIOLÓGICA


- ABORDAGEM PSICOMÉTRICA
Considerada a primeira corrente no estudo da inteligência.
* Ênfase: as aptidões e os fatores gerais ou específicos
Inteligência - conjunto de traços mentais a serem testados, limita a constatação dos resultados externados
Preocupação = o "quanto" o indivíduo é esperto, quanto é inteligente
- Existem aptidões intelectuais - base genética para as capacidades mentais.
- Muito próxima das ciências físicas e exatas - excessiva preocupação com objetividade, controle, fidedignidade e validade.
. Mensuração da inteligência através de testes
. É necessário obter um escore meio de uma tabela - alto ou baixo em relação a outros indivíduos da mesma população.
Metodologia:
. Controle de variáveis externas ao sujeito e na padronização das situações, da avaliação e da interpretação dos resultados.
. Papel do examinador: Aplicador de instrumentos padronizados
. Avaliação das respostas - Quantificação do número de acertos, transformado em um escore a ser comparado com outros valores em uma tabela específica


ABORDAGEM DESENVOLVIMENTISTA
• Inteligência - Um tipo especial de adaptação do indivíduo no seu ambiente
• Processo de construção progressiva - analisa as estruturas, os processos e dos esquemas mentais
• Comportamento intelectual: estruturas mentais e modelos de desenvolvimento dessas estruturas
• Ênfase - Compreensão e desenvolvimento das estruturas internas e dos esquemas de funcionamento da mente humana
• - Estágios do processo de evolução.
• Descrever mudanças do desenvolvimento mental desde o nascimento até a maturidade.
• Propõe modelos universais de desenvolvimento das estruturas e esquemas mentais.
Metodologia
. Controle: Compreensão da situação por parte do sujeito, do significado das respostas e das hipóteses que o examinador testa ao longo da aplicação do instrumento.
Papel do examinador - interage ativamente com o examinando, busca investigar o significado das respostas, constrói e testa hipóteses explicativas acerca do comportamento do examinado.
. Avaliação das respostas: Compreensão do significado das respostas, podendo incluir uma análise qualitativa. Erros e acertos podem ser considerados como indicadores de diferentes esquemas, estruturas e operações mentais mais amplas.

ABORDAGENS CONTEMPORÂNEAS - COGNITIVISTAS


- ABORDAGEM COGNITIVISTA
• Inteligência - competências no processamento de informações
• Analogia da inteligência com o computador nos processos de codificação, armazenamento, tratamento e uso da informação que vem do exterior.
• Ênfase: universalidade dos elementos que constituem as estruturas e os esquemas mentais
• Conteúdos da consciência - produto de elaborações e operações e de informações e que se referem ao conhecimento.

• Preocupação básica: Investigação dos conteúdos que constituem a mente - elaborações e operações a partir de informações e que se referem ao conhecimento
• Comportamento Intelectual: Busca a universalidade dos elementos que constituem as estruturas e os esquemas mentais,
Metodologia
Controle: Compreensão da situação por parte do sujeito e compreensão do significado das respostas e das hipóteses do examinador ao longo da aplicação do instrumento.
Papel do examinador - Marcadamente mais ativo. As instruções podem ser reformuladas
Avaliação das respostas: Compreensão do significado das respostas, pode incluir análise qualitativa. Erros e acertos considerados indicadores de diferentes esquemas, estruturas e operações mentais mais amplas.

Inteligência artificial
• Programação de máquinas para manipular tarefas cognitivas.
• Uso de modelo de processamento da informação computadorizada
• Compreender a inteligência em função do processamento cognitivo inteligente, como as pessoas pensam e como um programa computadorizado realiza cálculos,
• limitações: o computador obedece a um comando por vez e não utiliza a intuição.

Inteligência Emocional
• Relacionado com os conceitos de inteligência e de emoção - não é equivalente a nenhum deles.
• Capacidade de raciocinar sobre as emoções e de utilizar as emoções para conduzir pensamentos e ações
• Processamento das emoções - coeficiente emocional QE
• Programas de desenvolvimento da inteligência só aumentam o QI naquele momento - após o programa o QI volta ao que era antes.
• Revolução industrial e mudanças sociais - inteligência emocional importante para o indivíduo situar em seu contexto profissional a ter capacidade de adaptar as mudanças


MEDIDAS DA INTELIGENCIA

- As diferenças entre a abordagem psicométrica e a cognitiva e do desenvolvimento:
- ÊNFASE PSICOMÉTRICA -
• Reduziu a prática psicológica nas atividades de diagnóstico ou de simples avaliação,
• Condiciona a intervenção psicológica a uma mera atividade de etiquetar ressaltando os aspectos deficientes.
- ÊNFASE COGNITIVA E DO DESENVOLVIMENTO
• Desenvolveu análise dos modelos e métodos de diagnóstico da inteligência face às dificuldades de aprendizagem.

- ABORDAGEM PSICOMÉTRICA
Alfred Binet- Simon 1905
• França - Pedido ministerial de diagnóstico das crianças com dificuldades em acompanhar um programa escolar normal
• "Escala de Inteligência Binet-Simon" - tornou-se um instrumento de avaliação amplamente utilizado.
• Testes mentais centrados em conhecimento prático e do cotidiano, para identificar crianças com dificuldade de aprendizagem.
• Teste - medir funções mentais complexas - podia ser administrado sem equipamentos especiais de laboratório
• Os itens referiam-se a diferentes tipos de capacidades - agrupados de acordo com a sua dificuldade
• Escala métrica de inteligência - num conjunto de provas que permitiam determinar se cada sujeito possuía a inteligência própria da sua idade ou se encontrava avançado ou em atraso


ABORDAGEM DESENVOLVIMENTISTA
Piaget (1967)
• Estudou durante o sujeito epistêmico (sujeito do conhecimento) com uma inteligência única,
• Pesquisa, através do método crítico, os processos fundamentais de formação do conhecimento na criança.
• Teste - Investigação - observação do comportamento de crianças, na execução de tarefas, interação entre criança e o investigador e questionamento.
• Interesse: Saber o "como" e o "porque" e não, contar o número de acertos e erros.

- ABORDAGEM COGNITIVA
William Stern - 1925 - Alemão
• Quociente de inteligência - QI - designação utilizada até hoje - medida da capacidade cognitiva.
• Perceber como a mente funciona através de características internas - percepção, atitudes, crenças, planos
Moore - 1938;
• Conhecimento se dá no intelecto
Neisser - 1967
• Compreensão de como a informação é codificada, transformada, guardada relembrada

• Testes Direcionados para todas as idades - dificuldades de aprendizagem ou outras problemáticas.
• CMMS - Escala de Maturidade Mental, destinado a crianças com idade entre 3 anos e meio a 9 anos e 11 meses, de aplicação individual;
• D2 - Atenção Concentrada, entre os 9 e os 52 anos, de aplicação individual ou coletiva;
• Figuras Complexas de Rey, entre os 4 e os 7 anos, de aplicação individual ; SDT - Teste de Desenho de Silver, a partir dos 5 anos, de aplicação individual ou coletiva;
• Teste Wisconsin de Classificação de Cartas, entre os 6 anos e meio e os 18 anos, de aplicação individual;
• TIG-NV - Teste de Inteligência Geral - Não Verbal, entre os 10 e os 79 anos, de aplicação individual ou coletiva;
• WAIS - III - Escala de Inteligência Wechsler para Adultos, entre os 16 e os 89 anos, de aplicação individual;
• WISC-III - Escala de Inteligência Wechsler para Crianças, entre os 6 e os 16 anos, de aplicação individual.

Inteligência artificial
• Alan Turing - 1963 Britânico
• Programar máquinas com a finalidade de manipular tarefas cognitivas.
• Testa a capacidade de uma máquina exibir comportamento inteligente equivalente a um ser humano, ou indistinguível deste.
• Inteligência Emocional
• Instrumentos de medida para a inteligência emocional - englobam em três grandes grupos: os testes de aptidões, as escalas de auto avaliação e o método dos informantes
• Instrumentos para medir a inteligência emocional:
Testes de aptidões - nível de desempenho de cada indivíduo na execução de um determinado objetivo
Escalas de auto avaliação - Baseia no auto conceito - relacionado na percepção das emoções
Método dos informantes - Averiguar a forma que pessoa é vista pelas outras, medindo a reputação dos indivíduos, mas não corresponde necessariamente às aptidões reais.

Foco: Aptidões mentais

Reuven Bar-On anos 80 - Modelos mistos
• Utilizou o termo QE - quociente emocional - para se referir a aspectos desse tipo de aptidão
• Inteligência emocional - conjunto com a inteligência social = Compreende as habilidades não cognitivas, emocionais, pessoais e interpessoais, que se interagem e influenciam a capacidade de se ser bem sucedido
• Foco: Aptidões mentais - uma variedade de características - motivação, a atividade social e qualidades pessoais (autoestima, felicidade, empatia) como uma entidade única
Salovey e Mayer - 1990 - Modelos de aptidões
• Descrição conceitual da inteligência emocional.
• Baseada em aptidões mentais - paralelas a outras inteligências como a compreensão verbal ou o raciocínio lógico
• Foco: Aptidões mentais, emoções e na sua interação com a inteligência como é tradicionalmente definida
Goleman - 1995 - Modelos mistos
• Foco - Capacidade de automotivação, persistir a despeito das frustrações; de controlar os impulsos, regular o seu próprio estado de espírito sentir empatia e de ter esperança"
• Inteligência emocional - 5 habilidades
• Autoconhecimento Emocional - reconhecer as próprias emoções e sentimentos quando ocorrem;
• Controle Emocional - lidar com os próprios sentimentos, adequando-os a cada situação vivida;
• Automotivação - dirigir as emoções a serviço de um objetivo ou realização pessoal;
• Reconhecimento de emoções em outras pessoas - reconhecer emoções no outro e empatia de sentimentos; e
• Habilidade em relacionamentos interpessoais - interação com outros indivíduos utilizando competências sociais.
• Testes - baseados na habilidade, são passíveis de interpretações subjetivas do comportamento - Problema: como avaliar as respostas "emocionalmente mais inteligentes"
08 - Inteligência PARADIGMAS, PROCESSAMENTO DE INFORMAÇÕES E MODELOS INTEGRATIVOS:
3º Período
INTELIGÊNCIA - PARADIGMAS, PROCESSAMENTO DE INFORMAÇÕES E MODELOS INTEGRATIVOS


PARADIGMAS

• Psicologia - uma divisão de abordagens ou uma evolução no estudo da inteligência, uma revolução conceitual.

• Pressupostos teóricos básicos que se refletem em modelos diferentes que podem ser complementares, como no caso das abordagens cognitivas e do desenvolvimento, mas antagônicos à psicometria.

• Recentes pesquisas sobre o estudo da inteligência - importância dos fatores contextuais, é um fenômeno mais complexo e flexível do se supunha.

• Reconsiderar metodologia - forma tradicional de investigação da inteligência, métodos no estudo da inteligência dentro de uma cultura especifica

• Questionar: "Inteligência para o quê?", deixando evidente a preocupação com os fenômenos culturais.

• Paradigma neurobiológico - Biológico - inteligência reduzida aos fenómenos biológicos, genéticos, anatómicos, bioquímicos, fisiológicos ou funcionais, do sistema nervoso e do cérebro humano. - Psicologia evolucionista

• Paradigma Diferencial - Lugar - Inteligência avaliativa Evidência as diferenças individuais. Os construtos psicológicos focam as diferenças observadas em dimensões. Os indivíduos, a teoria, a lei, passa pelas diferenças.
• Paradigma construtivista - Genética epistemológica - Inteligência é adaptação: no plano mental se prolonga e conclui o conjunto de processos adaptativos Ponto de partida são as trocas entre o organismo e o meio que caracterizam a adaptação biológica. Desenvolvimento é o equilíbrio, e cada construção integra e reorganiza, num plano superior, as que a antecedem.
• Paradigma da Psicologia experimental
Inteligência é o resultado de um comportamento adequado
Inteligência com conexões em S-R ou como insight
• Paradigma Informacional - Computacional - Inteligência componentes e processamento mental da informação - Foco são os mecanismos da cognição - os "programas" do processamento da informação. Avaliação privilegia as tarefas e processamento dos estímulos, em laboratório recorrendo a tecnologia altamente sofisticada.

PROCESSAMENTO DE INFORMAÇÕES

 Estudo da Teoria do Processamento Humano de Informação tem sua gênese no século XIX
 Estudos realizados sobre o funcionamento de processos mentais normais e anormais.
 1957 - Noam Chomsky - contrariando Skinner postulou a Teoria Transformacional da Linguagem - compreensão da linguagem é inato, uma estrutura mental. Houve avanços na teoria do processamento da informação.
 Psicologia cognitiva - Estuda processos dos indivíduos ao lidar com a informação.
 Teóricos do processamento da informação - Os teóricos gerais tentam descrever e mostrar os princípios gerais do processamento da informação.

 Processo de informação utiliza a analogia do computador - no processo de aquisição de conhecimentos (Cognição).
 Processamento de Informação estuda as diferenças individuais no desempenho intelectual, na resolução de problemas e de pensamentos.
 Medida mais precisa de inteligência - modo como são armazenadas as informações na memória e na utilização na resolução de problemas intelectuais.

 Correlaciona o desempenho nos testes de inteligência como correlatos cognitivos simples, como os tempos de procura de memória;
 Estuda as componentes cognitivas mais complexas - as tarefas propostas pelos testes de inteligência
 Relaciona o sucesso ou o insucesso com as diferenças intelectuais de cada indivíduo na aquisição de distintas estratégias cognitivas.


Processamento da informação e a inteligência:
 o que sabemos
- Avalia o tempo de reação a estímulos auditivos ou visuais em função da quantidade de informação transmitida.
São calculados tempos de reação - A resolução destas tarefas requer o tempo para processar os estímulos e a função da informação presente.
- Uso de painéis com uma, duas, quatro ou oito combinações de luzes e botões - permite variar o número de alternativas de escolha dos sujeitos e aumentar as unidades de informação a processar.

 o que desconhecemos.
- Associações entre medidas cognitivas de nível inferior (representada pelas tarefas de tempos de reação) e de nível superior (presentes nos testes de inteligência)
- Estudos concebem a inteligência não como um fenômeno universal ou genérico da mente humana, mas como um tipo de competência relacionada a fatores culturais.


INTELIGÊNCIA MODELOS INTEGRATIVOS

• Definir a inteligência como "interação complexa de diversos sistemas"
• Junção de contribuições das várias áreas de investigação da inteligência, orientadas por distintas visões do mundo
• Reflexão meta teórica, epistemológica e ontológica

• Integração teórica: Inscreve numa perspectiva contextualista que representa opção no nível de visões do mundo
• O futuro da psicologia da inteligência depende da sua capacidade de romper os limites entre os diversos paradigmas
• Construção de teorias integradoras - vários modelos e tradições numa visão abrangente
• Busca harmonizar a inteligência, o seu desenvolvimento ao longo de todo o ciclo de vida nos seus aspectos biológicos e socioculturais e a sua utilização pelas pessoas comuns em diversos contextos de vida

• Proposta: uma estrutura unificadora para a investigação e a construção teórica em psicologia da inteligência baseada nos contributos das três mais importantes tradições de investigação: a psicométrica, a experimental, a desenvolvimentista e a cognitva.

• Conceito integrador abandono da visão mecanicista do funcionamento psicológico - o indivíduo que age é, dotado de consciência, num constante esforço de construção ao longo de todo o ciclo de vida

• Teoria integrativa da inteligência - contemplar dimensões:
1) Arquitetura da inteligência - Conexão entre linguagem, corpo e mundo
2) as relações dinâmicas entre os vários sistemas e níveis de funcionamento da inteligência (mundo interno)
3) Desenvolvimento e a mudança cognitiva (interação)
4) os aspectos sociais da inteligência (mundo externo).
09 - Motivação:
MOTIVAÇÃO - DEFINIÇÕES E CONCEITOS


DEFINIÇÃO

- Motivação
. Vem do latim movere que significa mover-se
. Termo geral para todos os processos de começar direcionar e manter atividades físicas e psicológicas;
- Inclui mecanismos envolvidos nas preferencias por uma atividade em detrimento de outra, bem como o vigor e a persistência das respostas.

 A motivação ocorre de dentro para fora ou fora para dentro?

Motivação pode ser definida:
 Força interna que emerge, regula e sustenta todas as nossas ações mais importantes. É uma experiência interna que não pode ser estudada diretamente

 Cada um já traz, de alguma forma, dentro de si, suas próprias motivações, mas a motivação está ligada a situações externas específicas.

 É tudo aquilo que impulsiona a agir de determinada forma, podendo o impulso à ação ser provocado por um estímulo externo (provindo do ambiente) ou também ser gerado internamente e nos processos mentais do indivíduo



CONCEITOS

 Conceito de motivação é abordado de maneiras muito diferentes e, muitas vezes, contraditórias.
 Significado do termo motivação varia de acordo com a linha teórica dos autores.
 Diferentes posições teóricas relativas à motivação podem ser:

 A TEORIA BEHAVIORISTA - Comportamentos humanos - respostas provocadas por estímulos externos e podem ser condicionadas por reforços positivos e negativos. Pressupõe o automatismo do comportamento.

 A TEORIA COGNITIVISTA - motivação consciente - os processos de raciocínio do indivíduo, pela racionalidade.

A motivação depende do atendimento as expectativas - não atendimento das expectativas provoca queda no nível de motivação - gerando a desmotivação.

 A TEORIA DA MOTIVAÇÃO INTRÍNSECA - A motivação se origina dentro da própria vida psíquica do indivíduo e decorre de um processo dinâmico que envolve a personalidade como um todo.

 A TEORIA DA MOTIVAÇÃO-HIGIENE - A motivação depende do nível de satisfação decorrente de fatores (motivadores) ligados ao conteúdo do trabalho e do grau de insatisfação ligado a fatores ambientais (higiênicos).

 A TEORIA DA HIERARQUIA DAS NECESSIDADES A motivação tem origem nas necessidades (estados de carência) do indivíduo e se manifesta como busca de satisfação destas necessidades.

* Origem: Grécia antiga - já discutia como surgia a motivação
* Motivação envolve comportamento direcionado a um objeto
* Incentivos para realizar ações e a persistir nelas até alcançar os seus objetivos.
*Vontade para fazer um esforço e alcançar determinadas metas.


- AS FUNÇÕES DOS CONCEITOS MOTIVACIONAIS
Psicólogos usam o conceito de motivação para cinco propósitos básicos:

1 - Estabelecer relações entre biologia e comportamento
. Biológico regula o funcionamento do corpo e ajuda na sobrevivência e em caso de privação desencadeiam respostas corporais que motiva a tomar atitudes para restaurar o equilíbrio (fome, sede)

2 - Avaliar a variabilidade do comportamento
. Explicar as variações no desempenho das pessoas em uma situação constante pelas diferenças em capacidade, habilidade, pratica ou mudanças.
(uma pessoa esta disposta a estudar e a outra não - pessoas que encontram em estados motivacionais distintos)

3 - Inferir estados privados a partir de ações publicas
. Interpretações dos comportamentos manifestos, inferindo (deduzir por meio do raciocínio) as prováveis razões para o comportamento e que é de uma causa interna. A mesma regra se aplica para os próprios comportamentos se são de ordem interna ou externa.

4 - Atribuir responsabilidades por ações
. A base da responsabilidade pessoal é a Lei, a Religião e a Ética e pressupõe motivações internas e capacidade de controlar ações.
. Pessoas consideradas menos responsáveis por suas ações quando:
a) Não tinham intenção que ocorressem consequências negativas
b) Forças externas tiveram o poder de provocar o comportamento
c) Ações influenciadas por drogas, álcool ou emoções intensas

5 - Explicar a perseverança apesar da adversidade
. A motivação faz com que você faça alguma coisa mesmo quando poderia ser mais fácil não fazer (chegar pontualmente no trabalho)
10 - Motivação:
MOTIVAÇÃO - HISTÓRIA E PRINCIPAIS TEORIAS


ORIGENS HISTÓRICAS DA MOTIVAÇÃO

 Pesquisa da motivação humana origina-se de três fontes: psicoterapia, psicometria, e teoria da aprendizagem.

PSICOTERAPIA
 Busca - o alívio dos desconfortos do individuo que eram vistos como resultado de um jogo de equilíbrio de forças psíquicas - motivacionais
 Melhor caracterização dessas forças para desenvolver um sistema motivacional que pudesse ser aplicado ao entendimento das aflições de diferentes indivíduos

PSICOMETRIA
 Desenvolvimento dos testes psicológicos de aptidões e de desempenho representou uma fonte de interesse em motivação muito diferente da psicoterapia.
 Utilização de testes para a classificação e/ou seleção de indivíduos dependia da igualdade na dedicação às tarefas.
 O interesse por testes de aptidões levou ao desenvolvimento de testes de motivação.

TEORIAS DA APRENDIZAGEM
 O estudo de problemas de aprendizagem levou à invocação de variáveis motivacionais.
 Os principais teóricos da aprendizagem estudaram experimentalmente o papel de variáveis motivacionais na memória, e na aprendizagem.
 Em laboratório - associação de variáveis motivacionais e as teorias de reforço - motivação vista num contexto mais geral e nos vários tipos de interação organismo com o ambiente

. PRINCIPAIS TEORIAS DA MOTIVAÇÃO

- Explicam os padrões gerais de "movimento" dos seres vivos (animais e seres humanos)
- Preferencias e desempenhos pessoais individuais de cada espécie
Busca identificar forças motivacionais
- Onde surgem - fontes internas (dentro do organismo)
- Onde são geradas - fontes externas (ambiente, cultura, fora do organismo).

- TEORIAS da MOTIVAÇÃO

 São uma tentativa de explicar por que
1) Os estímulos evocam respostas
2) Um determinado estímulo evoca uma certa resposta em vez de quaisquer outras concebíveis;
3) Certos estímulos têm um valor de recompensa e outros não;
4) Certas respostas parecem surgir por si mesmas, sem nenhum desencadeante exterior aparente


PRIMEIRA GRANDE TEORIA - A VONTADE - RENE DESCARTES 1596 - 1650 - FRANCÊS

. Principal força motivacional: vontade
. Vontade motiva todas as ações.
. Necessidades corporais, paixões prazeres, dores - Impulsos que excitam a vontade.
. Vontade - poder da mente que age no interesse da virtude e da salvação, exerce seu poder na escolha do controle dos apetites corporais e das paixões
. Vontade - questionada - Como explicar a vontade?

SEGUNDA GRANDE TEORIA - INSTINTO - CHARLES DARWIN - 1809-1882 - INGLÊS

. Quebra da distinção entre motivação humana e motivação animal
. Instinto explica o comportamento adaptativo pré-determinado.
. Instintos surgem de uma substancia física e de dotação genética
. Motivação deixa o campo filosófico e entra no campo das ciências naturais
. Instintos - pesquisas - surgem novas teorias
. Tendências pré-programadas para sobrevivência da espécie
. Repertório de comportamentos que são parte da herança genética
(Ex: salmão) ABELHAS

TERCEIRA GRANDE TEORIA - IMPULSO - FREUD E CLARK HULL

. Impulso motiva qualquer comportamento que sirva as necessidades do corpo - comer, beber, aproximar.
. Impulso vem das necessidades corporais - surge da biologia funcional
. Busca da homeostase (Walter Cannon)

SIGMUND FREUD - 1856 - 1939 - MÉDICO
. Impulsos corporais acumulam energia, há exigência de descarregar energia. Quanto mais alta a energia psíquica, maior o impulso de agir
. Acumulo de energia sempre retorna
. Impulso tem 4 componentes:
1 - Fonte: Déficit corporal (fome, frio)
2 - Ímpeto - Busca de satisfação (intensidade e aumento do desconforto)
3 - Propósito/Objetivo - ansiedade motiva a busca do objeto capaz de satisfazer o déficit corporal
4 - Propósito - Satisfação da deficiência corporal acalma impulso/ansiedade

CLARK HULL 1884 - 1952 - PSICÓLOGO AMERICANO
. Impulso - Fonte de energia agrupada e composta de todas deficiências experimentadas pelo corpo
. Impulso - base fisiológica e a necessidade corporal é a fonte da motivação
. Motivação pode ser prevista antes de ocorrer a partir das condições ambientais
. Impulso energiza o comportamento, mas não o direciona, é o hábito que direciona e guia o comportamento e provêm da aprendizagem
. Estudo cientifico - manipular e predizer os estados motivacionais em laboratórios (desempenho, esforço, bem estar)
. Elabora a seguinte formula para mostrar como o hábito e impulso produzem motivação:

sEr = sHr X D

sEr - Intensidade do comportamento (E - potencial excitatório)
sHr - Força do Habito
D - Impulso

- Incentivos - Estímulos e gratificações internas que motivam o comportamento
- Não estão diretamente relacionados às necessidades biológicos - ambiente - incentivos para motivar seu comportamento
(Ex: ficar na internet até tarde ao invés de dormir/ comer mesmo estando cheio)


. Teorias que explicam determinados tipos de comportamento e seu surgimento a partir de impulsos biológicos e externos

TEORIA DO CAMPO - KURT LEWIN - 1892 - 1947 PSICÓLOGO ALEMÃO

 O comportamento humano não depende somente do passado, ou do futuro, mas do campo dinâmico atual e presente.
 Campo dinâmico é "o espaço de vida que contém a pessoa e o seu ambiente psicológico".
 O ambiente psicológico (ou ambiente comportamental) é o ambiente tal como é percebido e interpretado pela pessoa e relacionado com as atuais necessidades do indivíduo.

 Lewin propõe a seguinte equação, para explicar o comportamento humano:
C = f (P,M)
(C)= comportamento presente
(f)= função ou resultado da interação entre,
(P)= pessoa e,
(M)= meio ambiente que a rodeia.


TEORIA DOS DOIS FATORES - FREDERICK HERZERBERG - 1923 -2000 - PSICOLOGO AMERICANO
 Foi formulada e desenvolvida a partir de entrevistas feitas com 200 engenheiro e contadores da indústria de Pittsburgh. Procurava identificar quais as consequências de determinados tipos de acontecimentos na vida profissional dos entrevistados, visando a determinar os fatores que os levaram a se sentirem excepcionalmente felizes e aqueles que os fizeram sentir-se infelizes na situação de trabalho.
 Fatores Higiênicos: Fatores extrínsecos - localizam no ambiente que rodeia as pessoas e abrange as condições dentro das quais elas desempenham seu trabalho.
Quando ausentes geram forte insatisfação, mas quando estão presentes não geram grande motivação.
Salário, segurança no trabalho, status, métodos empresariais, qualidade de supervisão, relações interpessoais
 Fatores Motivacionais: Fatores intrínsecos estão relacionados com o conteúdo do cargo e com a natureza das tarefas que o indivíduo executa. Estão sobre controle do indivíduo e estão relacionados com aquilo que faz e desempenha. Envolvem os sentimentos de crescimento individual, de reconhecimento profissional e as necessidades de auto reavaliação e dependem das tarefas que o indivíduo realiza no seu trabalho.


O MODELO CONTINGENCIAL DE MOTIVAÇÃO - VICTOR H. VROOM 1932 - CANADENSE
 Motivação é um processo que governa escolhas entre comportamentos.
 Modelo Contingencial de Motivação, porque enfatiza as diferenças entre as pessoas e entre os cargos.
 Processo motivacional não depende apenas dos objetivos individuais, mas também do contexto de trabalho em que o indivíduo está inscrito
 Avalia as consequências de cada alternativa de ação e satisfação, que é resultante de relações entre expectativas os resultados esperados.

 A teoria da Expectativa analisa os mecanismos motivacionais apoiando-se em três conceitos:
 Expectância, a Instrumentalidade e a Valência
1 - A Expectância é aquilo que um indivíduo acredita ser capaz de fazer, após empreender um esforço.
2 - A instrumentalidade - se o trabalho executado representa a possibilidade de se atingir um objetivo esperado
3 - Valência - ligação entre objetivo a ser atingido e o valor que este objetivo tem

 Um indivíduo pode desejar aumentar a produtividade quando três condições se impõem:
 1) Objetivos pessoais - dinheiro, segurança, aceitação social, reconhecimento, trabalho interessante
 2) Relação entre satisfação dos objetivos e alta produtividade
 3) Percepção da sua capacidade de influenciar a sua produtividade


TEORIA DAS NECESSIDADES EM HIERARQUIA - ABRAHAM MASLOW - 1962 - 1970 - PSICÓLOGO AMERICANO

- Motivação - Equilíbrio entre necessidades biológicas e sociais
- Motivos humanos são organizados hierarquicamente, segundo suas prioridades.
- Representada por uma pirâmide:
Base = necessidades básicas - fisiológicas essenciais à sobrevivência
2º camada - Necessidade de segurança e proteção (estabilidade a longo prazo)
3º camada - Pertinência e amor (associação e aceitação)
4º Camada - Estima (realização e reconhecimento)
5º Camada - Cognitiva - (Conhecimento e compreensão)
6º Camada - Estéticas (ordem e beleza)
7º camada - Auto realização (realização do potencial)


- TEORIA DA REVERSÃO - Michael Apter (1989) (Frey - 1997)
Estados metamotivacionais

- Rejeita a ideia da motivação como redução de tensão - HOMEOSTASE
- Hipótese teórica é de 4 pares de estados metamotivacionais, que dão surgimento a padrões distintos de motivação
- Os pares situam em oposições e a qualquer momentos apenas um desses dois pares pode estar em operação.
- Cada par define estados motivacionais que são incompatíveis
.Teoria da reversão -
- Explica a motivação humana em termos de reversões de um estado oposto ao outro.
(Ex: Pessoa pular voluntariamente de um paraquedas - não é busca de redução das tensões, pois há aumento de tensão. Teoria da reversão - apresenta uma mudança de um estado Télico - alta excitação, sentimentos de ansiedade X para um Paratélico excitação em mudança imediata passando de ansiedade para muito prazer)


Principais características dos 4 pares de estados metamotivacionais

Télico Paratélico
. Sério . Lúdico
. Voltado a objetivos . Voltado a atividades
. Prefere planejar com antecedência . Vive para o momento
. Evita ansiedade . Busca excitação
. Deseja progresso e realizações . Deseja diversão e prazer
Conformista Negativista
. Condescendente . Rebelde
. Deseja cumprir regras . Deseja quebrar regras
. Convencional . Não convencional
. Agradável . Irritado
. Deseja fazer parte . Deseja ser independente
Dominio Simpatia
. Orientado para o poder . Orientado para dar atenção
. Considera a vida uma luta . A vida um processo de cooperação
. Racional . Sensível
. Preocupado com o controle . Preocupado com a gentileza
. Deseja o domínio . Deseja o afeto
Áutico Alóitico
. Preocupação básica consigo mmo .Preocupação básica com os outros.
. Autocentrado .Identificação com outro(s)
. Foco próprios sentimentos .Foco nos sentimentos dos outros
11 - Motivação, alimentação e sexualidade:
MOTIVAÇÃO - ALIMENTAÇÃO - A FOME E O COMER

Motivação da fome e do comer

Questionamentos:
- Porque as pessoas comem?
- Porque tem fome?
- O que faz ter fome?
. Parece simples, mas é um sistema motivacional intrincado e complexo
. Há pesquisas para compreender os fatores que regulam o comportamento de comer
FATORES FISOLÓGICOS
Mecanismos periféricos x Processos neurais - Walter Cannon
- Mecanismos que contribuem para sensação física de fome e de saciedade ( necessidade interna/ inicie e organize o comportamento de alimentar/ monitore qualidade e quantidade de alimentos/ detecta a quantidade suficiente interromper a alimentação)
- Associação das contrações do estomago e a experiência da fome - contrações estomacais causam fome.
- Teoria desacreditada - Pessoas continua com fome mesmo depois de cirurgia de retirada de estomago
Mecanismos cerebrais
. Cérebro monitora os níveis de substancias que o corpo necessita
. Hipotálamo realiza tarefas atribuídas pelo cérebro para regular a necessidade de alimentação que vem da corrente sanguínea (nível de glicose, ácidos graxos)
. Hipotálamo Lateral: Centro da fome
. Hipotálamo Ventromedial - Centro da saciedade
FATORES PSICOLÓGICOS
. Fome relacionada à emoção - pessoas buscam comida ou perdem o interesse por comida quando estão deprimidas, chateadas, ansiosas.
. Transtornos alimentares
- Obesidade e dietas = Porque algumas pessoas ficam com excesso de peso?
comer com restrição - limitam a quantidade de comida - fazem dietas crônicas - tendem a comer em excesso quando seu bem estar psicológico é ameaçado
comer sem restrição -
Transtornos alimentares - Imagem corporal = ocorre mais em mulheres
Bulimia - comer exageradamente, provocar vomito auto induzido
Anorexia controle de alimentação - auto percepção de obesidade
FATORES CULTURAIS E SOCIAIS
- Cultura influencia o que as pessoas comem e os horários que comem.

MOTIVAÇÃO E SEXUALIDADE

- Como explicar a frequência que as pessoas pensam sobre sexo?
- Como estes pensamentos se relacionam com comportamentos sexuais?

. Comportamentos sexuais não humanos - motivação fundamental é a reprodução

. O prazer dá ao comportamento sexual um poder motivador que vai além da necessidade de reprodução
. Atividade hormonal - tem poucos efeitos na gratificação sexual de homens e mulheres
. Excitação sexual - Estado motivacional de excitação e tensão gerado por reações fisiológicas e cognitivas, vindos de estímulos, que podem ser físicos ou psicológicos.

- Teoria Fisiológica - William Master e Virginia Johnson - 1966 - 1979
- Quebraram tabus - legitimaram o estudo da sexualidade humana
- Registraram em laboratório os padrões fisiológicos do desempenho sexual.
- Exploraram as reações e os desempenhos sexuais - com voluntários
- Pesquisa do significado central dos processos psicológicos da excitação e da satisfação
- Quatro conclusões importantes:
1 - Homens e mulheres apresentam respostas sexuais semelhantes
2 - Mulheres são mais variáveis, respondem mais lentamente, mas permanecem excitadas mais tempo.
3 - Mulheres conseguem orgasmos múltiplos, enquanto os homens raramente conseguem em um período comparável.
4 - Tamanho do pênis não está relacionado ao desempenho sexual
- quatro fases do ciclo de resposta sexual humana:
1 - Excitação - Dura de alguns minutos a mais de hora - acontecem mudanças vasculares nas genitálias da mulher e do homem
2 - Platô - nível máximo de excitação
3 - Orgasmo - Experiência de sensação intensa e agradável liberação da tensão sexual acumulada
4 - Resolução - Corpo retorna gradualmente ao normal

Teorias biológicas
. Hormônios
Tem dois efeitos: Controlam o desenvolvimento sexual e Ativam comportamento sexual (menarca e ejaculação)
Os hormônios são essenciais, mas os estímulos psicológicos é essencial para motivação sexual
Motivação/ Impulso sexual = fatores biológicos + fatores psicológicos
FATORES SOCIAIS E CULTURAIS
Sociedade dita padrões de conduta sexual
- Roteiros sexuais são aprendidos socialmente, geralmente não são ditas e sugere os tipos de comportamento que se pode e deve desenvolver

Cultura orienta a atratividade
- Cultura define os comportamentos e a expressão dos impulsos sexuais e expectativas em relação ao parceiro
- Preferencia, a direção do interesse sexual
Estudos buscam explicar as diferentes orientações sexuais - obscura - heterossexualidade, homossexualidade, bissexualidade


Última edição por Christopher em Ter Abr 12 2016, 21:19, editado 1 vez(es)

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"Feci quod potui, faciant meliora potentes"
Fiz o melhor que pude. Façam melhor os que puderem. 
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Mensagem por Administrador em Ter Abr 12 2016, 21:03


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